Quem anda a estudar como se lança uma marca de cosméticos já viu, de certeza, a mesma comparação em todos os artigos.
White label ou private label.
Rápido e barato, ou à medida e caro.
Duas opções. Escolha uma.
Após 30 anos no setor hair and beauty, mais recentemente em cosméticos private label (produção com a marca do cliente), posso garantir que há uma terceira via. Uma via que quase nenhum guia menciona. Uma via que a maioria dos fundadores nem sabe que existe.
Chamo-lhe modelo híbrido.
É a abordagem que recomendo à maioria dos meus clientes. Eis porquê.
Os dois modelos que toda a gente conhece (e os limites de cada um)
White label: rápido, mas limitado
O white label (produto acabado com a marca do cliente) consiste em escolher de entre os produtos já prontos do catálogo de um fabricante. Aplica-se o rótulo da marca. Vendem-se como se fossem produtos da marca.
As vantagens são reais. Lança-se em 2 a 4 semanas. As MOQ, ou quantidades mínimas de encomenda, são baixas, muitas vezes 50 a 200 unidades. O investimento é mínimo, de 3 000 a 8 000 EUR/USD. E o processo é simples. (Os valores de custo indicados ao longo deste artigo são estimativas, e variam consoante o fabricante, a região e o âmbito do projeto.)
Mas há limites que pesam, sobretudo para quem está a construir uma marca a sério.
Não se pode alterar a fórmula. Não se podem escolher ingredientes específicos. As opções de embalagem limitam-se ao que o fabricante tem.
E o maior risco: outras marcas podem vender exatamente o mesmo produto.
Porque é mesmo o mesmo produto. Só muda o rótulo.
Já vi isto acontecer a influenciadores cujos seguidores reconheceram de imediato o produto da Amazon. Já vi acontecer a donos de salão cujas clientes encontraram a mesma fórmula online por metade do preço.
Em certas situações, como testar uma categoria nova, tapar uma falha na linha ou lançar com risco mínimo, o white label é uma boa escolha. Usado com estratégia, não tem nada de errado.
Mas, para construir uma marca com identidade própria e valor a longo prazo, tem limites reais.
Private label full custom: à medida, mas pesado
Private label é o modelo de negócio; white label, modelo híbrido e full custom são três caminhos dentro dele. O private label full custom é o que vai mais longe dos três: cria-se um produto inteiramente à medida. A fórmula é sua. Os ingredientes são seus. A embalagem é sua. Tudo desenhado de raiz.
As vantagens são consideráveis.
Controlo total. Diferenciação a sério. Margens mais altas. Identidade de marca mais forte.
Mas o processo é mais pesado do que a maioria dos fundadores de primeira viagem imagina.
O desenvolvimento leva 6 a 12 meses. Inclui o desenvolvimento da fórmula, várias rondas de amostras, os ensaios de estabilidade e a documentação regulamentar.
As MOQ são mais altas, de 500 a 5 000 unidades por produto. O investimento é maior, de 15 000 a mais de 30 000 euros para 3 a 5 produtos.
E há mais risco. Se a fórmula à medida não tiver o desempenho esperado, se os ensaios de estabilidade falharem, se o perfil sensorial não estiver certo ao fim de três rondas de amostras, volta-se ao princípio. Mais tempo. Mais dinheiro.
Já trabalhei com fundadores que passaram 8 meses a desenvolver uma fórmula e descobriram depois que a durabilidade ficava aquém do que precisavam. Uma forma cara de aprender.
Para marcas com orçamentos maiores, requisitos técnicos específicos e uma visão clara de longo prazo, o private label full custom é o caminho certo.
Mas, para a maioria dos fundadores de primeira viagem, é mais peso do que um primeiro lançamento exige. Sobretudo havendo uma terceira via.
O espaço entre os dois
Ficam então duas opções.
Rápido, barato, mas genérico.
Ou à medida, premium, mas caro e lento.
A maioria dos fundadores sente-se encurralada entre as duas.
Querem diferenciação e não têm orçamento para o full custom. Querem rapidez e não querem um produto genérico que qualquer concorrente possa copiar.
O modelo híbrido fica entre o white label e o private label full custom.
Em vez de escolher no catálogo curto de produtos prontos de um só fabricante (white label), ou de criar tudo do zero (private label full custom), faz-se uma coisa pelo meio.
Acede-se a uma rede de fabricantes, cada um com o seu portefólio de formulações. Milhares de fórmulas já ensaiadas e estáveis, em todas as categorias, texturas, fragrâncias e perfis de desempenho, e não 100 ou 200 produtos prontos.
Dessa biblioteca enorme escolhe-se a fórmula que mais se aproxima do briefing do produto.
Depois personaliza-se.
Outra fragrância. Um ingrediente ativo específico a acrescentar. Um ajuste de textura. Outra concentração.
A fórmula não nasce do zero. Mas também não é a mesma coisa que os outros andam a vender.
E depois desenha-se toda a apresentação visual: a embalagem, o frasco, o aplicador, a caixa, o rótulo.
O resultado é um produto com o aspeto, o toque e o desempenho de um produto private label, desenvolvido num prazo e a um custo mais próximos do white label.
O modelo híbrido dá a diferenciação do private label e a eficiência do white label, as duas ao mesmo tempo.
Nas conversas com fabricantes, a palavra «híbrido» confunde-se com «semi-custom». Não devia.
Porque é que isto não é o mesmo que «semi-custom»
Alguns fabricantes oferecem o que chamam opções «semi-custom». Escolhe-se uma fórmula de base e permitem mudar a fragrância.
O modelo híbrido é mais do que isso.
Numa opção semi-custom comum, fica-se limitado ao catálogo de um fabricante. Talvez 100 a 200 fórmulas.
No modelo híbrido, a ideia é explorar o maior número possível de fabricantes antes de escolher. Cada fabricante a mais que se contacta alarga o conjunto de fórmulas disponíveis para avaliação.
Contactando 3 fabricantes, talvez se escolha de entre 500 fórmulas. Contactando 10, já são milhares. Trabalhando com quem tem ligação a mais de 14 laboratórios, chega-se potencialmente a vários milhares.
O princípio é o mesmo, seja qual for o número de fabricantes a que se chegue: parte-se de fórmulas existentes, já comprovadas, e personalizam-se. Não se cria de raiz. E também não se aceita o genérico de catálogo.
Os fabricantes especializam-se também em coisas diferentes, um pode ser excecional em séruns, outro em tratamentos capilares, outro em formulações naturais, pelo que explorar vários laboratórios é o que permite encontrar o melhor encaixe para cada produto da linha.
Como funciona o modelo híbrido na prática
O trabalho estratégico não muda
O trabalho estratégico é o mesmo, seja qual for o modelo de produção escolhido.
Em white label, em private label ou em híbrido, segue-se sempre a abordagem de engenharia inversa: definir as fundações, construir a identidade de marca e o nome, e só depois abordar os fabricantes.
O modelo híbrido não muda QUANDO se fazem as coisas. Muda COMO se trabalha com os fabricantes quando se chega a essa fase.
Em white label, chega-se ao fabricante e diz-se: «O que é que tem? Levo assim mesmo.»
Em private label full custom, chega-se e diz-se: «Preciso que desenvolvam uma coisa inteiramente nova, de raiz.»
No modelo híbrido, chega-se e diz-se: «Este é o meu briefing de produto. Mostre-me o que já tem de mais próximo do que preciso. Depois personalizamos.»
A mesma base estratégica. O mesmo trabalho de identidade de marca. Outra abordagem de produção.
O que acontece na fase de produção
Com a estratégia de marca, o nome e o briefing de produto já prontos, tudo feito antes de contactar seja que fabricante for, o processo híbrido é assim:
Apresenta-se o briefing aos fabricantes.
Explica-se o que é preciso: que tipo de produto, que problema de pele ou de cabelo resolve, que textura e que perfil sensorial, que ingredientes contam, que patamar de preço se pretende.
Avaliam-se as fórmulas existentes à luz do briefing.
O fabricante mostra o que já tem. Compara-se com o briefing. Quanto mais próximo estiver, menos personalização é precisa.
Personaliza-se de forma seletiva.
É aqui que entra a parte híbrida.
Não se aceita a fórmula tal como está, o que seria white label. Mas também não se começa do zero, o que seria private label full custom.
Ajusta-se o que conta. Talvez uma fragrância à medida da identidade da marca. Talvez acrescentar um ingrediente ativo específico. Talvez afinar a textura.
São ajustes pequenos. Não exigem meses de I&D. Mas tornam o produto verdadeiramente seu.
Desenha-se a embalagem completa.
O frasco é seu. O rótulo é seu. O aplicador é seu. A caixa é sua. As cores são suas.
A apresentação visual é 100 % sua. Não há nada partilhado com outra marca.
Mesmo que alguém pesquisasse a lista INCI no Google e encontrasse algures uma fórmula de base parecida, o produto tem outro aspeto, outro toque e uma experiência de utilização diferente.
O que se mantém do white label
Chega-se ao mercado mais depressa. 3 a 5 meses, em vez dos 6 a 12 do full custom.
Os custos de desenvolvimento ficam baixos, porque não se paga I&D de raiz.
As fórmulas de partida já foram ensaiadas e são estáveis. Isso quer dizer menos risco de surpresas nos ensaios de estabilidade.
E as MOQ ficam mais baixas do que no private label full custom.
O que se ganha do private label
Pode ajustar-se a fórmula. Outra fragrância. Um ingrediente ativo específico. Uma alteração de textura.
A embalagem é inteiramente à medida, e nada dela é partilhado com outra marca.
O produto é verdadeiramente seu, não é uma cópia de catálogo.
Daí margens mais altas, por via de um posicionamento premium. E a possibilidade de construir, com o tempo, uma linha coerente, em que cada produto liga aos outros.
O que dá força ao modelo híbrido
Podem explorar-se vários fabricantes até encontrar a fórmula que melhor encaixa. Quanto mais alargada for a busca, melhores as hipóteses.
Cada produto da linha pode vir de um laboratório diferente, escolhido pela especialidade de cada um.
A escolha dos produtos guia-se pelo briefing da marca, e não pelo que um fabricante calha ter disponível.
E reduz-se o risco, porque se parte de fórmulas comprovadas e estáveis, em vez de esperar que uma fórmula criada de raiz passe em todos os ensaios.
Construir valor de marca desde o primeiro dia
O white label não constrói valor de marca.
Em white label, o produto é idêntico ao de outras marcas que usam a mesma fórmula. Não há como diferenciar. Não há como construir uma identidade própria em cima do produto.
A marca não tem valor próprio para lá do rótulo.
No modelo híbrido, a personalização da fórmula somada ao controlo total da embalagem dá um produto verdadeiramente diferente. Pode ter partido de uma base existente, mas o resultado final é seu.
É essa diferenciação que permite construir valor de marca a sério ao longo do tempo. Do tipo que se valoriza. Do tipo que faz uma marca valer 3 a 5 vezes o lucro anual, no dia em que se decidir vender.
Os produtos white label continuam substituíveis uns pelos outros, e por isso nada desse valor se acumula. O modelo híbrido dá um produto próprio, sobre o qual se pode construir.
Um caso prático
Eis como isto se passa num cenário real.
Uma fundadora quer lançar uma linha capilar de 3 produtos para cabelo danificado e pintado.
Segue a abordagem de engenharia inversa: define a cliente, constrói a identidade da marca, cria o nome e escreve o briefing de produto.
Esse processo é o mesmo, escolha ela o modelo de produção que escolher.
Chega então à fase de produção. E é aqui que os três caminhos se separam.
Em white label, contacta um fabricante e escolhe do catálogo um champô, um amaciador e uma máscara.
Os produtos são razoáveis, mas genéricos. Outras marcas vendem as mesmas fórmulas. A embalagem limita-se a frascos de catálogo com o rótulo dela.
Investimento em produção: 5 000 euros. Prazo: 3 semanas.
Rápido e acessível. Mas a marca fica igual a todas as outras do mercado. Sem diferenciação real. Sem valor de marca a acumular.
Em private label full custom, trabalha com um químico de cosmética para desenvolver fórmulas à medida, de raiz.
Meses de amostras. Várias rondas de ensaios de estabilidade. Embalagem à medida, desenhada e comprada.
Investimento em produção: 18 000 euros. Prazo: 7 meses.
Os produtos não têm igual no mercado. Mas gastou mais do que tinha orçamentado, e o prazo longo esgotou-lhe o ímpeto.
No modelo híbrido, contacta 3 a 5 fabricantes com o briefing detalhado.
Encontra num laboratório uma fórmula de champô que é 95 % do que queria. E noutro fabricante uma fórmula de máscara ainda melhor do que a que tinha imaginado.
Ajusta a fragrância do champô. Acrescenta um complexo de queratina à máscara. Desenha embalagem à medida: frasco com desenho próprio, rótulo premium, caixa com a marca.
Investimento em produção: 9 500 euros. Prazo: 4 meses.
Os produtos estão diferenciados. A marca parece profissional. E está a construir valor de marca a sério desde o primeiro dia.
Um processo estratégico, uma base de marca, três resultados muito diferentes na fase de produção.
Quando escolher o modelo híbrido?
Antes do critério de decisão, eis os três caminhos lado a lado:
Modelo
Custo para 3 a 5 produtos (€)
Prazo
Diferenciação
White label
3 000 a 8 000
2 a 4 semanas
Baixa (a mesma fórmula que as outras marcas)
Híbrido
5 000 a 15 000
3 a 5 meses
Média-alta (personalizada)
Private label full custom
15 000 a mais de 30 000
6 a 12 meses
Total (de raiz)
O critério de decisão
Nem todas as situações pedem a abordagem híbrida. Eis quando faz mais sentido cada modelo:
Escolha white label nestes casos:
É preciso testar depressa uma categoria.
O orçamento é muito curto, abaixo de 3 000 euros, o que dá para testar um produto e não para montar uma linha.
Interessa validar a procura antes de investir em personalização.
É preciso tapar temporariamente uma falha na linha existente.
O white label é uma ferramenta, e das úteis. Alguns dos meus clientes com melhores resultados começaram por um produto white label para testar o mercado e passaram depois ao híbrido na linha principal, quando já tinham dados.
Escolha private label full custom nestes casos:
Há um requisito técnico específico, uma fórmula que simplesmente ainda não existe.
O orçamento comporta de 15 000 a mais de 30 000 euros de desenvolvimento.
Trata-se de uma linha profissional de estilo clínico, na dermocosmética.
Há alegações de desempenho muito específicas, que exigem formulação à medida e ensaios próprios.
O private label full custom é o caminho premium. Faz sentido para quem sabe exatamente do que precisa e tem meios para investir em fazê-lo bem.
Escolha o modelo híbrido nestes casos:
Interessa diferenciação a sério, sem os custos do full custom.
O orçamento é de 5 000 a 15 000 euros para 3 a 5 produtos.
O lançamento tem de acontecer em 3 a 5 meses, e não em 6 a 12.
Interessam produtos de qualidade profissional com identidade visual própria.
O objetivo é construir uma marca, não apenas vender um produto.
Para a maioria dos fundadores de primeira viagem, o modelo híbrido é o ponto de equilíbrio.
Dá diferenciação suficiente para sustentar uma marca credível. Mantém os custos controlados. Reduz o risco de desenvolvimento. E chega ao mercado mais depressa do que o full custom.
Os três modelos não são decisões definitivas. Muitas marcas começam pelo híbrido no primeiro lançamento e desenvolvem depois fórmulas full custom para os produtos principais no 2.º ou no 3.º ano. O modelo híbrido é muitas vezes o ponto de partida mais inteligente, não o destino final.
O white label dá velocidade. O private label dá singularidade. O modelo híbrido dá equilíbrio estratégico. O modelo importa menos do que a clareza com que se percebe porque é que se está a escolhê-lo.
Para tornar a decisão concreta, eis quanto custa e quanto demora cada caminho.
O custo, o prazo e os resultados que se podem esperar
Investimento
Modelo híbrido, 3 a 5 produtos: de 5 000 a 15 000 euros
Inclui a escolha e a personalização da fórmula, a primeira produção, o design e os materiais de embalagem, e a documentação regulamentar.
Compare-se com o white label, de 3 000 a 8 000 euros para um número de produtos parecido, e com o private label full custom, de 15 000 a mais de 30 000 euros.
O híbrido fica pelo meio. Mais investimento do que o white label. Menos do que o full custom. Mas o potencial de diferenciação e de margem é bastante mais alto do que no white label.
Prazos
Do briefing aos produtos acabados: 3 a 5 meses.
Reparte-se assim:
estratégia de marca e briefing de produto: 2 a 4 semanas, se ainda não estiverem feitos;
escolha e personalização da fórmula: 4 a 8 semanas;
design da embalagem e preparação da produção: 4 a 6 semanas, sobrepostas às anteriores;
primeira produção: 3 a 5 semanas;
trabalho regulamentar: em paralelo com o resto.
Compare-se com o private label full custom, de 6 a 12 meses, e com o white label, de 2 a 4 semanas.
O híbrido é mais rápido do que o full custom, porque não se desenvolve do zero. Mas leva mais tempo do que o white label puro, porque se personaliza e se desenha mesmo.
Margens
Como o modelo híbrido permite personalizar a embalagem por inteiro e ajustar a fórmula de forma seletiva, o produto pode posicionar-se como marca premium ou profissional.
Ou seja, preços com margens de 4x a 6x, ao nível do private label, em vez de margens de 2x a 3x, as do white label.
Um produto que custa 4 a 5 euros a produzir, bem posicionado, vende-se por 22 a 30 euros.
Ao fim de um ano, a diferença de margem entre o posicionamento híbrido e o white label pode ir de 15 000 a 40 000 euros sobre o mesmo volume de vendas.
O produto fica um pouco mais caro de produzir do que em white label. Mas o potencial de receita é bastante mais alto.
Para quem funciona esta abordagem
O modelo híbrido funciona nos três tipos de fundador:
Donos de salão e esteticistas:
Produtos profissionais com a identidade da própria marca, a partir de fórmulas comprovadas e personalizadas para a especialidade da casa.
Quem trabalha com produtos em clientes todos os dias já sabe o que funciona. Esse saber transforma-se no briefing de produto. O modelo híbrido converte a experiência profissional numa linha com marca própria.
Orçamento acessível. Posicionamento profissional. Margens de 5x a 6x na venda em salão e nos canais próprios.
Vendedores de e-commerce:
Produtos com diferenciação a sério para a Amazon e para a Shopify.
Não o mesmo produto genérico que todos os outros vendedores têm. Com embalagem à medida e ajustes na fórmula, o anúncio ganha ar premium. As fotografias do produto destacam-se. A lista INCI não é igual à de 20 concorrentes.
Essa diferenciação traduz-se em melhores taxas de conversão, preços mais altos e avaliações mais fortes. Na Amazon em concreto, permite montar Conteúdo A+ à volta da história própria do produto.
Influenciadores e criadores de conteúdo:
Produtos com aspeto e toque verdadeiramente próprios.
O público examina cada pormenor. Pesquisa os ingredientes no Google. Compara o produto com os outros. Se for um produto white label reembalado, alguém dá por isso.
O modelo híbrido dá personalização suficiente para ser autêntico. Qualidade suficiente para ser credível. E distinção visual suficiente para que o público veja A SUA marca, e não um produto com outro rótulo por cima.
Como o modelo híbrido se liga a tudo o resto
Quem tem acompanhado os outros artigos desta série já vê como as peças encaixam.
A regra 30/70 diz que a qualidade do produto vale 30 % do sucesso e que a marca, o marketing e a estratégia valem o resto. O modelo híbrido sustenta-a, ao manter contidos os custos de produto e libertar orçamento para os 70 %.
A abordagem de ecossistema diz para construir um sistema, e não apenas um produto. O modelo híbrido torna-o possível, ao dar produtos diferenciados dentro de um orçamento que ainda cobre a marca, a conformidade e o marketing.
A abordagem de engenharia inversa diz para definir a estratégia antes do produto. O modelo híbrido é o método de produção mais natural para esta abordagem, porque se procura a fórmula que serve o briefing, em vez de adaptar o briefing a um catálogo.
Estes quatro conceitos são partes de uma só filosofia.
Construir primeiro a estratégia. Investir em todo o ecossistema. Usar o modelo híbrido para criar produtos diferenciados sem desperdício. E repartir o orçamento segundo a regra 30/70.
O que é o modelo híbrido nos cosméticos private label?
O modelo híbrido combina elementos do white label, que parte de fórmulas existentes e já ensaiadas, e do private label, que personaliza a formulação e a embalagem. Escolhe-se numa biblioteca grande de fórmulas de vários fabricantes, personalizam-se os elementos que contam (fragrância, ingredientes ativos, textura) e desenha-se embalagem inteiramente à medida. O resultado é um produto diferenciado, sem o custo e o tempo de criar tudo de raiz.
Em que é que o modelo híbrido difere do semi-custom?
A opção «semi-custom» de um único fabricante dá o catálogo dele, 100 a 200 fórmulas. O modelo híbrido, através de uma rede de mais de 14 fabricantes, dá acesso a milhares de fórmulas. O conjunto de escolha é muitíssimo maior, e cada produto pode ficar com o fabricante mais indicado para essa fórmula em concreto.
Quanto custa o modelo híbrido?
Para 3 a 5 produtos: de 5 000 a 15 000 euros. Inclui a escolha da fórmula, a personalização, a primeira produção, a embalagem e o trabalho regulamentar. Custa mais do que o white label e menos do que o private label full custom. O potencial de margem é bastante mais alto do que no white label.
Quanto tempo leva o modelo híbrido?
Do briefing de produto aos produtos acabados: 3 a 5 meses. Mais rápido do que o private label full custom, de 6 a 12 meses, e mais lento do que o white label puro, de 2 a 4 semanas. O tempo vai para a escolha da fórmula, a personalização, o design da embalagem e a conformidade regulamentar.
Dá mesmo para construir uma marca a sério com o modelo híbrido?
Dá. A personalização total da embalagem, com frasco, rótulo, aplicador e caixa próprios, cria um produto com o aspeto e o toque de uma marca inteiramente à medida. Os ajustes na fórmula tornam-no verdadeiramente diferente dos produtos de catálogo. A maioria dos clientes, e mesmo dos profissionais do setor, não distingue um produto híbrido bem executado de um produto private label full custom.
O modelo híbrido serve para um primeiro lançamento?
É a abordagem que recomendo à maioria dos fundadores de primeira viagem. Dá diferenciação suficiente para sustentar uma marca credível, mantém os custos controlados, reduz o risco de desenvolvimento graças a fórmulas já ensaiadas e chega ao mercado em 3 a 5 meses. Depois de a marca estar estabelecida, pode passar-se à formulação full custom nos produtos seguintes, se for preciso.
A IA transcriou esta página a partir do original inglês, e verificou os termos regulamentares na versão oficial do regulamento em português. Ler o original inglês
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